terça-feira, 21 de maio de 2013

Orgia das palavras


Há esta urgência, esta necessidade de sentido...
Como se escrever fosse fazer amor com as palavras
Despir o que jamais ousou ser despido.
E o palpitar, o que se sente na pele,
Fosse a palavra ecoada naquele grito de mel,
O grito que não se contém
Que se desespera, despedaça também,
Na angústia do momento de grande tremer,
Da simbiose entre o gemido e o prazer!

E depois...

Depois fica a paz,
O gozo do espasmo.
Fica o grito do orgasmo,
O pensamento a que me entreguei,
A viagem que só eu sei.

O papel é o meu jazigo.
Maior fiel amigo onde deposito as ilusões defuntas.
As palavras que não se apagam
As sensações que adoçam o que os pensamentos amargam
Eu e elas, pela vida fora,
Sempre juntas!